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Estudante perde bolsa do Prouni após faculdade considerar apostas online da mãe como renda

Após três anos de preparação para ingressar no ensino superior, Eduardo Luvizetto dos Santos, morador de Campinas (SP), teve a bolsa integral do Programa Universidade para Todos (Prouni) negada pela Universidade Paulista (UNIP). A instituição indeferiu o benefício para o curso de Psicologia sob a justificativa de que a renda familiar ultrapassava o limite de 1,5 salário mínimo por pessoa. O motivo alegado foi a intensa movimentação bancária na conta da mãe do jovem, derivada de plataformas de apostas digitais.

A família tem renda mensal inferior a um salário mínimo, advinda da aposentadoria da mãe. No entanto, o extrato bancário apresentou recorrentes depósitos e saques vinculados a casas de apostas virtuais, além de empréstimos consignados contratados para cobrir os prejuízos acumulados pelo vício em jogos (ludopatia).

A Posição da Universidade

Em nota oficial e no recurso administrativo — que foi rejeitado —, a UNIP argumentou que a legislação tributária considera prêmios de jogos como renda e que a análise do Prouni avalia a renda bruta, desconsiderando dívidas, despesas ou empréstimos do grupo familiar para o cálculo final.

“Na situação apresentada, consideramos como renda entradas recorrentes em conta. Vale ressaltar que as despesas e/ou dívidas não são consideradas para cálculo de renda do Prouni”, afirmou a instituição.

O Que Dizem os Especialistas

Advogados especialistas em Direito Educacional contestam a interpretação da faculdade. De acordo com os juristas:

Com o recurso indeferido na esfera administrativa, Eduardo agora busca assistência jurídica para tentar reverter a decisão na Justiça e garantir o direito à vaga.

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