O Espírito Santo registrou o melhor desempenho fiscal do país no primeiro quadrimestre de 2026. A Receita Corrente Líquida (RCL) capixaba alcançou a marca de R$ 10,42 bilhões, o que representa uma impressionante alta real de 16,9% em comparação ao mesmo período de 2025. Os valores já foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O avanço da arrecadação do estado ganha ainda mais destaque quando comparado à média nacional, que fechou o período com um crescimento modesto de 2,5%. Os dados foram extraídos do portal Compara Brasil, elaborados com base nos relatórios fiscais enviados pelos próprios estados à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
ICMS impulsiona arrecadação e projeta superação de meta
O motor por trás desse resultado expressivo foi o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Sendo a principal fonte de receita dos estados, o tributo registrou um crescimento real de 8,4% em território capixaba.
Se o ritmo econômico e a trajetória observada nestes primeiros quatro meses se mantiverem ao longo do ano, o Espírito Santo deverá superar com folga a meta orçamentária estipulada para a RCL em 2026, que é de R$ 28,55 bilhões.
Despesas crescem, mas margem fiscal é ampliada
Pelo lado dos gastos públicos, o primeiro quadrimestre também foi marcado por uma forte expansão real, que fechou em 10,5%.
Radiografia das Despesas Capixabas:
- Gastos com pessoal: Aumento real de 9,7%.
- Demais despesas correntes: Avanço de 12,8%.
Equilíbrio em alta: Apesar do crescimento expressivo nas despesas, o avanço dos gastos se manteve abaixo do ritmo de crescimento das receitas (16,9%). Como consequência direta, a margem fiscal do governo estadual — a diferença positiva entre o que arrecada e o que gasta — foi ampliada no período.
Solidez fiscal e capacidade de investimento
Para o economista Alberto Borges, da Aequus Consultoria e responsável pelo Compara Brasil, o balanço reafirma o protagonismo do Espírito Santo na gestão de suas contas públicas.
“Os indicadores do início de 2026 sugerem que o Estado dispõe de condições favoráveis para sustentar investimentos, ampliar a oferta de serviços públicos e viabilizar projetos estratégicos no curto e médio prazos, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas”, avalia o especialista.

