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El Niño pode elevar preço dos alimentos no Brasil com pico em até seis meses, aponta estudo

Os choques climáticos provocados pelo fenômeno El Niño podem encarecer a mesa dos brasileiros, com impactos atingindo o ponto máximo em até seis meses após o início dos eventos. É o que indica um modelo matemático desenvolvido pelo Rabobank, fundamentado na análise do histórico do fenômeno no país nas últimas décadas.

A projeção correlacionou o Índice Oceânico Niño (ONI) — indicador que mede a intensidade do aquecimento das águas do Oceano Pacífico — com a variação histórica da inflação da alimentação no domicílio.

Impacto por categoria de alimento

O levantamento revela que a magnitude da alta varia de acordo com a intensidade do El Niño e a categoria dos produtos:

CategoriaEl Niño ModeradoEl Niño Forte
Alimentos In Natura (Carnes, hortaliças)+13,4%+19,9%
Alimentação no Domicílio (Média geral)+2,0%+6,32%

Por que os preços reagem de formas diferentes?

O relatório destaca que a estrutura de produção e processamento determina a velocidade do repasse do choque climático ao consumidor:

A dimensão real da alta depende da duração do fenômeno, do estado das safras no momento dos choques e da conjuntura econômica geral.

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