O fenômeno meteorológico El Niño já está plenamente estabelecido no Espírito Santo e deve ganhar intensidade ao longo dos próximos meses. O alerta consta no 6º Boletim de Monitoramento divulgado pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) El Niño. De acordo com o documento, há chances de o fenômeno atingir uma classificação de intensidade “muito forte” no Estado.
Os reflexos diretos apontados pelos técnicos incluem a redução gradual da vazão dos rios, o aumento da pressão sobre os mananciais de abastecimento e a elevação nos focos de calor. Embora a tendência de intensificação seja confirmada, especialistas ressaltam que a dimensão exata dos impactos dependerá da interação com outros fatores climáticos regionais.
Irregularidade das chuvas atinge o interior
O levantamento detalhou a distribuição heterogênea das precipitações no território capixaba. As regiões Norte, Noroeste e Oeste foram as mais afetadas pela escassez de precipitações, registrando volumes acumulados predominantemente abaixo de 10 milímetros.
Em contrapartida, as faixas Sul, Serrana e litorânea apresentaram acúmulos entre 30 mm e 50 mm, com trechos isolados do litoral sul ultrapassando os 100 mm.
- Dias secos: A maior parte do Estado contabilizou entre 20 e 23 dias sem chuva no período analisado. Nas regiões Norte, Noroeste e Centro, o cenário foi marcado por estiagens contínuas de até 23 dias consecutivos.
- Temperaturas elevadas: O Norte e o Noroeste registraram as médias mais altas do Estado, com máximas situadas entre 30 °C e 32 °C, atingindo picos de até 34 °C em localidades do interior.
Diante do diagnóstico, o CICC reforça a necessidade de acompanhamento contínuo das reservas hídricas e da adoção de medidas preventivas de monitoramento ambiental.
