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“El Niño chegou e pode ser muito forte”: O grave alerta de agência sobre o fenômeno climático

O fenômeno climático El Niño foi oficialmente confirmado e pode ganhar intensidade nos próximos meses, com 63% de probabilidade de evoluir para um evento considerado “muito forte”, popularmente chamado de Super El Niño. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (11) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e repercutida pela CNN.

Segundo os especialistas, o aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial já apresenta sinais de fortalecimento. O fenômeno altera a circulação atmosférica global e influencia diretamente os padrões de chuva, temperatura e ventos em diferentes regiões do planeta.

A NOAA aponta 100% de probabilidade de permanência do El Niño durante o outono no Hemisfério Norte e chances elevadas de continuidade ao longo do inverno. O órgão também avalia que o episódio atual pode figurar entre os mais intensos registrados desde 1950.

Para ser classificado como Super El Niño, as temperaturas das águas do Pacífico tropical precisam ficar mais de 2°C acima da média histórica. Alguns modelos meteorológicos indicam que esse limite poderá ser ultrapassado nos próximos meses.

Possível impacto no Brasil

Historicamente, o El Niño provoca alterações importantes no clima brasileiro. Entre os principais efeitos esperados estão:

No Sudeste, incluindo o estado do Rio de Janeiro, a tendência é de temperaturas acima da média ao longo dos próximos meses.

Risco de novo recorde de calor global

Os meteorologistas alertam que o El Niño contribui para o aumento da temperatura média global ao transferir calor do oceano para a atmosfera. Com isso, cresce a possibilidade de que 2027 ultrapasse os recordes atuais e se torne o ano mais quente já registrado na história.

Especialistas destacam que o fenômeno ocorre em um cenário de aquecimento global já avançado, o que torna seus impactos mais difíceis de prever e potencialmente mais severos.

Efeitos pelo mundo

Além do Brasil, o El Niño pode provocar secas severas na Austrália, Indonésia e partes da Ásia, além de aumentar o risco de ondas de calor e incêndios florestais. Em outras regiões, como o sul da América do Sul e partes da África, há possibilidade de chuvas intensas e inundações.

O fenômeno também pode influenciar a formação de furacões, afetar a agricultura, comprometer o abastecimento de água e gerar impactos econômicos em diversos países.

Apesar das projeções, os especialistas ressaltam que cada episódio de El Niño apresenta características próprias, o que significa que os efeitos podem variar conforme a evolução do fenômeno ao longo dos próximos meses.

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