Ícone do site Sudeste Agora

Educação financeira no ensino básico: Senado aprova obrigatoriedade e texto volta à Câmara

O Plenário do Senado Federal aprovou o projeto de lei que torna obrigatória a inclusão da educação financeira na grade curricular dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas e privadas de todo o país. Como o texto sofreu alterações feitas pelos senadores em relação à proposta inicial, o projeto retorna para a Câmara dos Deputados, onde passará por uma nova análise antes de seguir para a sanção presidencial.

Abordagem transversal e sem novas disciplinas

De autoria da deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS), a proposta estabelece que o tema seja ensinado de forma transversal e integradora. Isso significa que os conceitos de finanças pessoais e economia serão distribuídos ao longo de toda a formação escolar, inseridos no contexto das disciplinas tradicionais já existentes — como Matemática, História e Geografia —, sem a necessidade de criar uma disciplina isolada na matriz curricular.

A medida garante flexibilidade pedagógica para que cada instituição adapte o conteúdo à sua realidade local, evitando a sobrecarga de aulas para os estudantes.

Ampliação do conteúdo: impostos, previdência e seguros

Durante a tramitação no Senado, o texto recebeu modificações relevantes na Comissão de Educação. Por meio de uma emenda apresentada pela relatora, a senadora Teresa Leitão (PT-PE), o escopo do ensino foi ampliado para incluir temas fundamentais da educação fiscal, previdenciária e securitária.

Com a alteração, os alunos não aprenderão apenas sobre planejamento de gastos pessoais e consumo consciente, mas também sobre:

Segundo os parlamentares, a expansão do conteúdo visa fortalecer a formação cidadã dos jovens, permitindo que eles desenvolvam uma visão crítica sobre seus direitos, deveres e o funcionamento dos setores econômico e social.

Próximos passos

Ao ser aprovada pelo Senado com mudanças, a matéria precisa ser ratificada pela Câmara dos Deputados. Caso os deputados federais aceitem as emendas inseridas na fase senatorial, o projeto segue para sanção do Poder Executivo para se converter em lei e alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Sair da versão mobile