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Dia de Finados movimenta cemitérios e comércio de flores

O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, impulsiona uma alta demanda em segmentos específicos do comércio, como floriculturas, lojas de velas e artigos religiosos. A data, considerada a terceira mais importante para o setor de flores, atrás apenas do Dia das Mães e Natal, exige dos empreendedores um planejamento logístico robusto e, principalmente, uma comunicação marcada pela sensibilidade e empatia.

Setor de Flores Prepara Estoques

Na Ceagesp, principal centro de comercialização de flores, o movimento é de alta. Segundo Thiago de Oliveira, chefe da Seção de Economia e Desenvolvimento da companhia, a semana que antecede o feriado deve registrar a venda de cerca de 325 toneladas de flores, um volume 13% superior à média semanal de 288 toneladas.

A expectativa de um movimento entre 10% e 15% acima da média nas feiras foi impulsionada pelo fato de o feriado cair em um domingo.

Comunicação: O Foco é a Memória, Não a Promoção

Especialistas e empresários concordam que, no Dia de Finados, a estratégia de marketing deve ser pautada pelo respeito. Renan Luiz Silva, superintendente de Serviços Institucionais da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), observa que o comércio tem amadurecido, evitando campanhas oportunistas.

“Os empresários compreendem que Finados é uma data de homenagem, e não de exploração comercial,” explica Silva.

Ana Paula da Conceição, consultora de negócios do Sebrae-SP, orienta que a comunicação ideal deve ser sensível e acolhedora, transmitindo respeito, gratidão e cuidado, e evitando humor, exageros ou apelos promocionais diretos.

Boas Práticas de Comunicação:

Velas e Artigos Religiosos: Aumento de Vendas

Para o segmento de artigos religiosos e velas, o período também é de aquecimento. A rede Cravo e Canela espera um crescimento de 7% a 10% no faturamento em novembro. As velas palito brancas são as mais procuradas, seguidas pelas roxas e azul-claro, símbolos de “luz espiritual e guia das almas”.

Na Velas Oliveira, o crescimento chega a 20%, e o planejamento logístico começa em setembro. O empresário Edmilson Oliveira, no entanto, nota uma queda na procura por produtos ligados ao catolicismo, com o consumo de velas coloridas se mantendo constante em religiões como umbanda e candomblé.

Em todos os segmentos, a chave é o planejamento logístico e a garantia de uma boa experiência de compra, independentemente do sentimento do consumidor em relação à data.

Informações: Diário do Comércio

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