Dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (29) mostram recordes na população ocupada, no número de trabalhadores com carteira assinada, na massa salarial e na contribuição para a Previdência.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026, atingindo o menor patamar para o período desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29).
O resultado representa uma queda em relação ao trimestre móvel terminado em maio (5,6%) e também na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando registrou 5,6%. O desempenho veio em linha com as projeções do mercado financeiro, de acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.
Recordes em ocupação e carteira assinada
A população ocupada no país alcançou 103,5 milhões de pessoas — o maior contingente já registrado pelo instituto. O número representa um crescimento de 0,8% na comparação com o trimestre de março a maio, o que equivale ao acréscimo de 774 mil trabalhadores no mercado.
O avanço foi impulsionado principalmente pelos setores de:
Construção: alta de 4,1% (mais 306 mil pessoas);
Indústria geral: alta de 2% (mais 265 mil pessoas).
No setor privado, o número de empregados com carteira assinada atingiu a marca recorde de 39,5 milhões de pessoas. Já o contingente de desocupados recuou 4,6% frente ao trimestre móvel anterior, somando 5,8 milhões de brasileiros (281 mil a menos).
A população desalentada — aqueles que desistiram de procurar trabalho por acreditarem que não encontrarão vaga — ficou estável em 2,4 milhões de pessoas, valor 11,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Rendimento, massa salarial e Previdência
O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro subiu para R$ 3.777 (frente a R$ 3.752 no trimestre encerrado em maio). Com isso, a massa de rendimentos real habitualmente recebida chegou a R$ 385,6 bilhões, novo recorde histórico, com avanço de 1,4% no trimestre (+R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% em um ano (+R$ 17,5 bilhões).
Outro indicador no nível máximo da série foi o total de contribuintes da Previdência Social, que chegou a 68,5 milhões de trabalhadores. Atualmente, 66,2% de toda a população ocupada contribui para institutos oficiais de previdência pública.
Por outro lado, a taxa de informalidade apresentou ligeira alta, passando de 37,3% no trimestre anterior para 37,5%, somando 38,8 milhões de pessoas que atuam sem carteira assinada ou sem CNPJ.
Panorama histórico
A Pnad Contínua monitora o mercado de trabalho brasileiro visitando 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. O piso histórico absoluto da taxa de desemprego na pesquisa foi de 5,1%, atingido no último trimestre de 2025. O pico ocorreu durante a pandemia de covid-19, quando a taxa alcançou 14,9% nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.
Informações: Agencia Nacional

