O deputado federal Da Vitória (PP) confirmou publicamente que disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, encerrando as especulações sobre uma possível candidatura ao Senado Federal. Presidente estadual da Federação União Progressista (UP), formada por PP e União Brasil, o parlamentar afirmou que o grupo abriu mão da disputa pela vaga ao Senado e pretende concentrar esforços para integrar a chapa majoritária como candidato a vice-governador.
A decisão já era dada como certa nos bastidores políticos há alguns meses, mas foi oficializada pelo deputado nesta semana. Segundo Da Vitória, a Federação União Progressista não abre mão de participar da composição principal da chapa liderada pelo governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato à reeleição.
Ao justificar a escolha, o parlamentar destacou que o cenário político nacional ainda é considerado incerto, especialmente diante das definições envolvendo as alianças para a disputa presidencial. Além disso, ressaltou que uma candidatura ao Senado representa um desafio maior do que buscar a recondução ao mandato de deputado federal.
Com a saída de Da Vitória da corrida ao Senado, o caminho fica mais aberto para outros nomes aliados do governador Ricardo Ferraço e do ex-governador Renato Casagrande (PSB). O primeiro nome da chapa ao Senado já seria o de Casagrande, considerado um dos principais candidatos ao cargo.
Entre os nomes que ganham força para ocupar a segunda vaga está a ex-senadora Rose de Freitas, que mantém articulações dentro do grupo político e conta com apoio de lideranças nacionais. Outro nome citado por Da Vitória foi o do deputado federal Gilson Daniel (Podemos), embora o parlamentar também esteja trabalhando para disputar a reeleição à Câmara.
Nos últimos meses, outros possíveis candidatos ao Senado pelo grupo governista acabaram recuando da disputa, como o prefeito de Cariacica (ES), Euclério Sampaio (MDB), e o prefeito de Barra de São Francisco (ES), Enivaldo dos Anjos (PSB).
Apesar da possibilidade de lançar apenas um candidato ao Senado, o próprio Renato Casagrande já declarou que a coligação pretende apresentar dois nomes na disputa, cenário que fortalece ainda mais as articulações em torno da definição da segunda vaga até o período das convenções partidárias, previsto para agosto de 2026.

