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Defesa Civil alerta para El Niño severo e risco de desastres na Zona da Mata Mineira

Alerta emitido nesta quinta-feira (5) prevê tempestades com ventos de até 100 km/h, granizo e estiagens prolongadas; efeitos do fenômeno devem durar até maio de 2027.

A região da Zona da Mata Mineira deve enfrentar um período crítico de instabilidade meteorológica a partir deste mês de novembro. A combinação de períodos prolongados de seca e calor intenso com temporais repentinos, vendavais, tempestades de raios e queda de granizo é impulsionada pela atuação do fenômeno El Niño — provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico.

O alerta oficial foi apresentado pela equipe da Defesa Civil do Estado de Minas Gerais na última quinta-feira, 5 de novembro, durante reunião com o prefeito de Leopoldina, Pedro Augusto Junqueira. O encontro teve como foco detalhar o cenário meteorológico e alinhar ações preventivas para mitigar o impacto dos eventos extremos.

Segundo os peritos, trata-se de um evento intensificado, classificado como um “super El Niño”. Embora o pico de maior intensidade esteja previsto para durar até maio de 2027, os desdobramentos e riscos associados continuarão a impactar os municípios ao longo de todo o ano.

Ventos de até 100 km/h e riscos urbanos

De acordo com o agente regional da Defesa Civil Estadual, Tenente Márcio, o quadro é preocupante. As projeções indicam volumes elevados de chuva concentrados em curtos intervalos de tempo, acompanhados por rajadas de vento que podem atingir entre 80 km/h e 100 km/h.

O órgão aponta que as condições climáticas elevam significativamente o risco de desastres como:

Medidas de prevenção e orientações à população

Para minimizar os estragos, a Defesa Civil orientou a adoção de medidas conjuntas entre as autoridades locais e os moradores.

Para a população, o órgão recomenda:

No âmbito municipal, a prevenção envolve o monitoramento meteorológico contínuo, a atualização dos planos de contingência, limpezas preventivas de rios e sistemas de drenagem, podas de árvores com risco de queda e a manutenção de equipes de prontidão para respostas rápidas em emergências.

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