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Ciclone-bomba provoca tornado, paralisa trens e fecha porto; veja os estragos em 11 estados

A formação e o avanço de um ciclone-bomba pelo Sul e Sudeste do país causaram uma sequência de estragos entre quinta e sexta-feira (6 e 7). O fenômeno provocou tornado, rajadas de vento acima de 120 km/h, suspensão de aulas e paralisação de serviços portuários e de transporte.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de vendaval até este sábado (8) para 11 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.

Sul e Sudeste enfrentam estragos e suspensão de aulas

O Rio Grande do Sul é o estado mais atingido. Uma supercélula gerada pelo ciclone causou um tornado entre Pedro Osório e Pelotas, destelhando casas e derrubando árvores. Em Porto Alegre, ventos de 120 km/h derrubaram uma árvore sobre a rede elétrica e interromperam o serviço da Trensurb. Outros municípios gaúchos registraram alagamentos e granizo.

No Rio de Janeiro, com rajadas previstas acima de 90 km/h, o governo estadual e a prefeitura da capital suspenderam as aulas da rede pública e recomendaram a liberação antecipada do expediente para atividades não essenciais. A Uerj interrompeu as aulas presenciais e o Rio entrou em estágio 2 de risco.

Em São Paulo, prefeituras do litoral suspenderam as aulas preventivamente. Itanhaém registrou ventos de 97,2 km/h. Na Baixada Santista, o Porto de Santos teve a navegação suspensa temporariamente e o serviço de balsas registrou longas filas.

O que é o fenômeno e orientações de segurança

Conhecido tecnicamente como ciclogênese explosiva, o ciclone-bomba ocorre quando a pressão central do sistema cai rapidamente — ao menos 24 milibares em 24 horas —, gerando ventos intensos. O ápice do fenômeno ocorre neste sábado (8), seguido por uma massa de ar frio que derrubará as temperaturas.

As autoridades recomendam evitar abrigo sob árvores, postes ou estruturas frágeis e não entrar no mar. Em caso de emergência, acione a Defesa Civil (199) ou os Bombeiros (193).

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