O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel em 2021, foi postergado para o dia 25 de maio. A decisão ocorreu após os advogados de Jairinho abandonarem o plenário do Tribunal de Justiça do Rio, alegando cerceamento de defesa por falta de acesso a provas periciais.
🚩 A Manobra e a Reação Judicial
A sessão começou com o sorteio dos jurados (6 mulheres e 1 homem), mas foi interrompida quando a defesa de Jairinho insistiu no adiamento. Diante da negativa da juíza Elizabeth Machado Louro, os cinco defensores deixaram o local.
- Punição à Defesa: A magistrada condenou a banca de advogados a ressarcir todos os custos da sessão (deslocamento, hospedagem e alimentação).
- Representação na OAB: A juíza determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil analise possíveis sanções ético-disciplinares contra os defensores.
🔓 Soltura de Monique Medeiros
O adiamento gerou uma consequência imediata para a mãe de Henry. A juíza entendeu que, como a defesa de Monique estava pronta para o julgamento e não deu causa ao atraso, manter sua prisão configuraria excesso de prazo.
- Decisão: Monique responderá ao processo em liberdade até o novo júri.
- Situação de Jairinho: O ex-vereador permanece preso preventivamente.
- Recurso: O Ministério Público já anunciou que irá recorrer contra o relaxamento da prisão de Monique.
🔍 Os Argumentos da Defesa de Jairinho
A banca de advogados sustenta a tese de fraude processual, focando nos laudos do IML:
- Alegação de Manipulação: A defesa afirma possuir mensagens que sugerem que laudos de necropsia foram alterados após conversas entre peritos e a chefia do IML para favorecer a acusação.
- Causa da Morte: Os advogados sugerem que Henry pode ter morrido devido a manobras de ressuscitação no hospital ou que já estava vivo no elevador, contestando a versão da Polícia Civil de que a criança chegou morta à unidade de saúde.
💔 O Desabafo do Pai
Visivelmente abalado com a suspensão e a soltura de Monique, Leniel Borel, pai de Henry, criticou duramente a estratégia da defesa e a decisão judicial, afirmando que o sentimento é de uma nova agressão à memória do filho.
📅 Próximas Datas
- 25 de Maio: Nova data estipulada para o início do júri popular.
- Local: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Entenda o Caso: Henry Borel morreu há 5 anos, apresentando múltiplos sinais de agressão. O crime ocorreu no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca. Jairinho e Monique são réus por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunhas.
Informações: G1

