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Candidato preso por suspeita de ligação com o PCC é eleito suplente na Alesp

O candidato a deputado estadual em São Paulo Danilo Morgado (PL) recebeu 9.145 votos nas eleições de 2026 e ficou na condição de suplente do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Morgado está preso temporariamente desde 17 de setembro, por suspeita de envolvimento com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A prisão ocorreu durante a Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A prisão temporária tem prazo de 30 dias.

Mesmo durante o período de prisão, o perfil do candidato em uma rede social continuou realizando publicações relacionadas à campanha. No domingo (4), data da votação, a página publicou um vídeo da mãe de Morgado comparecendo a uma seção eleitoral.

Em resposta a uma seguidora, o perfil afirmou que os votos destinados ao candidato seriam válidos porque não há condenação judicial contra ele. A publicação também demonstrou expectativa de que Morgado fosse colocado em liberdade ainda naquela semana.

Habeas corpus negado pelo STF

Na quinta-feira (1º), três dias antes da votação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um habeas corpus apresentado pela defesa do candidato.

Na decisão, o ministro afirmou que a decisão que determinou a prisão apresentava fundamentação suficiente e que a reclamação constitucional não poderia ser utilizada como substituto de recurso para reavaliar os critérios utilizados na decretação da prisão.

Investigação

Morgado foi preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga uma suposta estrutura de relações entre integrantes do PCC e agentes do meio político.

De acordo com as investigações, o candidato teria ligação com o núcleo político da organização criminosa. A campanha de Morgado à Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, em 2024, também teria recebido financiamento da facção, segundo os investigadores.

A mesma operação resultou na prisão do ex-vereador e presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite, além de outros 10 alvos. Quatro investigados são considerados foragidos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi procurado para esclarecer a situação eleitoral de Morgado e a validade dos votos recebidos, mas não havia apresentado resposta até a publicação da reportagem mencionada.

Informações: Metrópoles

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