A cultura alimenta o imaginário coletivo, mas seu impacto vai muito além do simbólico: ela também movimenta a economia. Dos desfiles na Marquês de Sapucaí aos festivais literários, passando por peças teatrais, shows de pequeno porte e grandes eventos como o Todo Mundo no Rio, em Copacabana, o setor tem papel de destaque na engrenagem estratégica para o desenvolvimento do estado. Com esse foco, o projeto Caminhos do Rio promove, nesta quinta-feira, debates sobre o papel da indústria criativa, dos incentivos culturais e das políticas públicas na atração de investimentos, no fortalecimento do turismo e na geração de empregos.
Com o tema “A Potência Criativa do Rio”, o encontro acontece no auditório da Editora Globo, no Centro do Rio. O Caminhos do Rio é realizado pelos jornais O GLOBO e EXTRA e conta com o patrocínio da Prefeitura do Rio e Riotur. A programação tem transmissão ao vivo pelas redes sociais dos dois veículos.
Para Marcel Balassiano, subsecretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, a cultura ocupa hoje um papel central na economia da cidade.
— Carnaval e Réveillon, há décadas, fortalecem a imagem positiva da cidade e do país no cenário internacional. Mais recentemente, os grandes shows realizados na Praia de Copacabana nos últimos três anos, no projeto Todo Mundo no Rio, também passaram a cumprir esse papel. Apresentações como as de Madonna, Lady Gaga e Shakira geraram, cada uma, cerca de 250 milhões de dólares em mídia espontânea na imprensa internacional — o equivalente, no conjunto, a quase R$ 4 bilhões em exposição positiva para a cidade — afirma.
Balassiano está entre os convidados das duas mesas de debate, mediadas pelo jornalista Rafael Galdo, editor de Rio do GLOBO. A primeira delas tem como tema “Financiamento e sustentabilidade dos projetos culturais” e reunirá Lucas Padilha, secretário municipal de Cultura; Andrea Alves, CEO da Sarau Cultura Brasileira; e Ricardo Piquet, diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento e Gestão. O painel discute alternativas de financiamento e novos mecanismos de captação capazes de garantir maior estabilidade econômica ao setor cultural a longo prazo.
Na segunda mesa, o foco é o “Impacto da indústria cultural na economia”. O debate aborda como a retomada e o fortalecimento da economia criativa podem estimular o turismo, ampliar a geração de empregos e atrair novos investimentos para o estado. Além de Balassiano, participam da conversa Aniela Jordan, sócia e diretora artística e de produção geral da Aventura, e Julio Ludemir, criador da Festa Literária das Periferias (Flup).

