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Calor extremo aumenta risco de partos prematuros e baixo peso em recém-nascidos, alerta ONU

O agravamento da crise climática mundial representa um risco direto e crescente à saúde materna e infantil. O alerta foi feito nesta segunda-feira (5) pelo chefe de Clima das Nações Unidas, Simon Stiell, durante um fórum preparatório para a COP31 realizado na cidade de Nadi, em Fiji, e no país insular de Tuvalu.

De acordo com Stiell, o aumento progressivo das temperaturas globais está associado a complicações graves durante a gestação. “O calor extremo provocado pelo clima durante a gravidez está cada vez mais associado ao parto prematuro, à morte fetal, ao baixo peso ao nascer e a complicações maternas”, destacou o representante da ONU ao defender medidas urgentes contra o aquecimento global.

O alerta baseia-se em um estudo recente que ouviu profissionais de saúde em cinco continentes. A pesquisa revelou que mais de dois terços desses especialistas relataram ter observado complicações clínicas em gestantes diretamente causadas pelo calor intenso nos últimos cinco anos.

Vulnerabilidade no Pacífico Sul

A realização do fórum pré-COP na Oceania busca justamente chamar a atenção internacional para os impactos severos sofridos pelas nações insulares. O Pacífico Sul é considerado uma das áreas mais vulneráveis do planeta em função do aquecimento dos oceanos, que provoca o branqueamento dos corais e o aumento do nível do mar em ritmo recorde, impulsionado pelo derretimento das geleiras globais.

A ministra do Clima de Fiji, Lynda Tabuya, cobrou o engajamento das nações industrializadas no financiamento de uma “transição justa” para matrizes de energia renovável, além do apoio financeiro e técnico aos países em desenvolvimento que enfrentam com maior intensidade os efeitos da emergência climática.

As discussões servirão de base para as negociações globais que ocorrerão durante a COP31, agendada para o mês de novembro.

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