O Banco Central (BC) decretou, nesta quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial do Will Bank. A decisão ocorre dois meses após a queda de seu controlador, o Banco Master, e foi precipitada após a Mastercard suspender os cartões da instituição por falta de pagamento. Com a medida, o banco digital interrompe todas as operações, incluindo Pix, pagamentos e saques.
Para os clientes, o momento é de cautela, mas não de pânico. Como o Will Bank é uma instituição financeira oficial, correntistas e investidores possuem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O processo de ressarcimento começará assim que o liquidante nomeado pelo BC consolidar a lista de credores.
Guia Prático para o Cliente:
Dinheiro em Conta e CDBs: Estão protegidos pelo FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF. O saldo considerado será o valor disponível na data de hoje (21/01/2026).
Como receber: Você deve baixar o aplicativo do FGC (disponível para Android e iOS) e realizar o cadastro. O pagamento não é imediato; o FGC aguarda o envio da lista oficial pelo banco, o que pode levar alguns dias.
Cartão de Crédito e Faturas: A Mastercard suspendeu o uso dos cartões. No entanto, as faturas em aberto devem ser pagas. A dívida não deixa de existir e o não pagamento pode gerar juros e negativação do nome (SPC/Serasa).
Empréstimos: Se você possui empréstimos ativos, as parcelas continuam vencendo normalmente e devem ser quitadas nos canais que o liquidante informar em breve.
Por que o banco quebrou?
A liquidação foi o “efeito dominó” da queda do Banco Master em novembro de 2025, alvo da Operação Compliance Zero por fraudes bilionárias. O Will Bank tentou ser vendido para evitar o fechamento, mas a operação não prosperou. Ontem (20), a Mastercard bloqueou os serviços da fintech após o banco descumprir a grade de pagamentos, tornando a liquidação inevitável segundo o BC.
Informações: G1

