Prisão ocorreu na madrugada de domingo (02) em Pindamonhangaba (SP); Justiça manteve a prisão preventiva em audiência de custódia.
O ator Marco Furlan, de 48 anos, foi preso em flagrante na madrugada do último domingo sob a suspeita de violentar sexualmente uma criança de 5 anos durante uma festa de aniversário em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. A ocorrência provocou revolta entre os convidados e exigiu a intervenção imediata da Polícia Militar.
Conforme registrado no boletim de ocorrência, a vítima chorou durante o ato, o que alertou os presentes. A mãe da criança, acompanhada de testemunhas, dirigiu-se ao cômodo indicado e flagrou a agressão sexual. Para evitar um linchamento após um início de tumulto, o suspeito foi trancado em um dos cômodos da residência até a chegada da equipe policial.
Procedimentos policiais e desdobramentos judiciais
Na chegada dos policiais militares ao imóvel, Furlan foi detido em flagrante. Segundo relatos de testemunhas no local, o suspeito apresentava estado emocional alterado e chorava durante a abordagem. Ele foi conduzido à Delegacia de Pindamonhangaba.
- Audiência de custódia: A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que a prisão em flagrante por estupro de vulnerável foi convertida e mantida pela Justiça na segunda-feira.
- Segredo de Justiça: Por envolver criança, o processo tramita sob sigilo.
- Busca e apreensão: A Polícia Civil solicitou autorização judicial para apreender dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, na residência do ator — um sítio localizado na zona rural do município — para apurar a eventual existência de materiais relacionados a abuso sexual infantil.
Perfil e repercussão no meio artístico
A prisão causou surpresa entre colegas de profissão e pessoas do convívio do ator, que relataram não ter notado comportamentos suspeitos anteriores.
Marco Furlan possui trajetória com atuações na televisão, teatro, musicais e campanhas publicitárias de grandes marcas, incluindo comerciais para o setor automotivo e de telecomunicações — conteúdos que começaram a ser retirados de circulação nas redes sociais após a divulgação do caso. Nos últimos anos, o ator também frequentava eventos do mercado editorial ligados ao gênero true crime (crimes reais).
Até o momento, o investigado não possui defesa constituída nos autos e não houve manifestação oficial por parte de seus representantes.

