Aos 91 anos, a capixaba Alda Rodrigues Lima acumula medalhas e histórias de superação em competições internacionais de atletismo. Para realizar o sonho de participar de campeonatos pelo mundo, ela chegou a vender um apartamento em Laranjeiras, na Serra, e utilizou o dinheiro para custear as viagens.
Nascida em Queimado, na Serra, Alda mora há décadas no Rio de Janeiro. Foi na cidade que descobriu o esporte depois dos 70 anos e iniciou uma trajetória que a levou a competir em diversos países.
Sua primeira disputa internacional aconteceu na Itália. Depois, participou de quatro competições nos Estados Unidos e também esteve na França, Finlândia, Austrália, Chile, Colômbia, Bolívia, Argentina e Peru.
A atleta não sabe dizer exatamente quantos países visitou nem quantas medalhas conquistou, mas afirma que trouxe pelo menos uma de cada competição internacional. Entre as experiências mais marcantes, destaca o momento de subir ao pódio representando o Brasil, com a bandeira nacional e o hino sendo executado.
Uma trajetória que começou depois dos 70 anos
Antes de se dedicar ao atletismo, Alda trabalhou desde os 15 anos para ajudar os pais. Já no Rio de Janeiro, conciliou a vida profissional com a criação dos dois filhos e se aposentou após atuar na área administrativa vinculada ao Ministério da Saúde.
Sua aproximação com o esporte começou pela natação. Depois de participar de uma corrida de conscientização sobre o câncer de mama, passou a treinar em pistas de atletismo e descobriu sua aptidão para as provas de velocidade.
Com recursos financeiros limitados, Alda precisou fazer escolhas durante as viagens. Muitas vezes, deixou de conhecer pontos turísticos para economizar e garantir sua participação nas competições.
Esporte e determinação aos 91 anos
Mesmo convivendo com artrose nos dois joelhos e enfrentando dificuldades financeiras, a atleta continua competindo e mantendo a rotina esportiva.
Alda também deixa um conselho para os idosos que desejam começar a praticar atividades físicas: respeitar os próprios limites e buscar orientação de profissionais qualificados.
Sua história mostra que a idade não precisa ser um impedimento para descobrir novas paixões, estabelecer objetivos e continuar realizando sonhos.
Informações: Folha Vitória

