Uma greve de motoristas de ônibus afeta cerca de 267 mil passageiros na zona sul de São Paulo nesta segunda-feira (19). A paralisação envolve trabalhadores da antiga Transwolff, empresa que operava linhas na região até dezembro de 2025. Os veículos permanecem nas garagens, sem previsão de retomada do serviço.
Desde a saída da Transwolff, a SPTrans assumiu a administração das linhas dos lotes D10 e D11, além da responsabilidade pelos pagamentos dos funcionários, segundo a Prefeitura. Os motoristas, no entanto, cobram documentos que comprovem a regularização de seus direitos trabalhistas.
De acordo com Júnior Araújo, um dos participantes do protesto, a paralisação só terminará quando o prefeito Ricardo Nunes e o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, apresentarem a documentação solicitada.
Até o momento, apenas vans destinadas ao transporte de pacientes em tratamento de hemodiálise e de pessoas cadeirantes deixaram a garagem.
A Prefeitura considera a greve ilegal, alegando que não houve o aviso prévio de 72 horas exigido para a interrupção do transporte público. Para reduzir os impactos, a SPTrans acionou ônibus de apoio do Sistema PAESE para atender 34 linhas afetadas e solicitou reforço policial nas duas garagens. As linhas do lote D11 operam normalmente.
O que diz a Prefeitura
Em nota, a administração municipal afirmou que os salários e benefícios dos funcionários estão em dia. Segundo a Prefeitura, porém, o plano de saúde ainda depende da contratação de uma nova empresa.
Enquanto a licitação não é concluída, os trabalhadores recebem uma compensação financeira prevista em acordo coletivo. A administração municipal afirma que esse valor não era pago pela antiga Transwolff.
A SPTrans também informou que os valores referentes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão sendo depositados integralmente em juízo, à espera de uma decisão judicial.
Sobre os ônibus que ainda circulam com o nome da Transwolff, a Prefeitura informou que a retirada dos adesivos deve começar nos próximos dias. A licitação para contratar a empresa responsável pelo serviço foi concluída na quinta-feira (15).
De acordo com a administração municipal, a mudança já estava prevista e não altera a relação com os funcionários, cujos pagamentos, segundo a Prefeitura, estão garantidos.














