A gigante norte-americana de tecnologia e comércio eletrônico Amazon enfrenta uma onda de acusações na Justiça do Trabalho do Ceará. Mais de 500 funcionários e ex-funcionários da companhia alegam receber vencimentos inferiores ao piso mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, pela prestação de serviços de atendimento ao cliente no estado.
As denúncias formalizadas integram processos individuais e coletivos movidos em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing e Empregados de Empresas de Telemarketing do Estado do Ceará (Sintratel-CE).
Enquadramento profissional e audiência na Justiça
O impasse principal gira em torno do reconhecimento da categoria profissional e do enquadramento funcional das atividades desempenhadas junto à multinacional.
“Os colaboradores alegam pagamento abaixo do previsto em lei para os serviços praticados, que, segundo a categoria, enquadram-se na função de telemarketing”, explicou Anderson Borja, presidente do Sintratel-CE.
O trâmite judicial teve um desdobramento relevante na última sexta-feira, 16 de outubro, com a realização de uma audiência na 18ª Vara do Trabalho de Fortaleza, localizada no Centro da capital cearense. As ações seguem em andamento no Poder Judiciário, onde são analisados os pedidos de readequação salarial e o pagamento das diferenças pleiteadas pela categoria.














