CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM (ES) – Em depoimento prestado à Polícia Civil, o suspeito identificado como Diego detalhou a dinâmica estarrecedora do assassinato e da ocultação do cadáver de Juliana, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. As declarações do investigado e os elementos colhidos pela perícia apontam para um crime friamente planejado.
Confissão e dinâmica do crime
Segundo o delegado responsável pelo caso, Diego confessou que imobilizou Juliana dentro de sua própria residência aplicando um golpe conhecido como mata-leão. Em seguida, levou o corpo ao banheiro, onde o esquartejou utilizando água corrente durante todo o procedimento na tentativa de eliminar vestígios de sangue.
Na etapa seguinte, os restos mortais foram colocados em um automóvel. O deslocamento contou com a participação de Geovana, que auxiliou no transporte até uma área isolada, onde o corpo da vítima foi queimado.
Evidências e histórico de violência
A vítima foi encontrada carbonizada em uma região rural da localidade de Monte Líbano. No local do crime, os investigadores localizaram uma sandália pertencente a Juliana, item que ajudou na identificação do ponto exato de descarte.
Para a Polícia Civil, a sequência dos fatos e o rigor dos atos demonstram premeditação. Além disso, as investigações apontaram que a relação entre os envolvidos já era marcada por desentendimentos e episódios anteriores de agressão.
Providências legais
Diego e Geovana permanecem presos e à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil continua a instrução do inquérito para sanar eventuais dúvidas e concluir a responsabilização criminal de ambos.













