O senador Carlos Portinho (PL-RJ) declarou que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, apesar de criticar a falta de estudos sobre os impactos da mudança. Durante as discussões no Senado, nesta quarta-feira (14), o parlamentar citou possíveis consequências para condomínios e outros setores da economia.
Ao comentar os efeitos da proposta, Portinho questionou como a alteração na jornada de trabalho poderia afetar serviços prestados em condomínios residenciais. A declaração provocou repercussão nas redes sociais, com críticas de usuários que consideraram o exemplo distante das principais preocupações dos trabalhadores.
Apesar das ressalvas, o senador afirmou que o PL não apresentará emendas ao texto em discussão e que a bancada está liberada para votar conforme a posição de cada parlamentar. Ele também declarou que acompanhará o voto favorável de Flávio Bolsonaro (PL).
Senador questiona impactos da proposta
Portinho argumentou que a discussão ocorreu sem informações suficientes sobre os efeitos da redução da jornada no setor produtivo e no cotidiano da população.
“Quem mora em condomínio, qual é o impacto? Você não sabe. As pessoas estão defendendo uma coisa que não sabem”, afirmou.
O senador também criticou a condução da tramitação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo Portinho, uma proposta alternativa apresentada por Rogério Marinho (PL-RN) não foi incorporada à discussão como ele defendia.
Desoneração é apontada como alternativa
Na avaliação de Portinho, a PEC pode ser aprovada e eventuais impactos econômicos podem ser enfrentados posteriormente. Entre as medidas que citou está a desoneração da folha de pagamento, que reduz os encargos sobre a contratação de trabalhadores em determinados setores.
O senador relacionou a medida à proposta de redução de impostos defendida por Flávio Bolsonaro.
A PEC que prevê o fim da escala 6×1 propõe mudanças na jornada de trabalho e no período de descanso dos trabalhadores. O debate envolve, entre outros pontos, os efeitos da medida sobre a qualidade de vida dos empregados, os custos para as empresas e possíveis reflexos nos preços de produtos e serviços.














