A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (25), a falência da Oi. A operadora de telecomunicações já havia tido a falência decretada em novembro do ano passado, contudo a medida foi suspensa após recursos apresentados por instituições financeiras, o que havia reconduzido a empresa ao seu segundo processo de recuperação judicial.
Com a nova determinação judicial, o advogado Bruno Rezende foi nomeado para atuar como administrador judicial do processo.
Crise financeira e histórico do grupo
- Origem da crise: O agravamento da situação da Oi arrasta-se há mais de dez anos, tendo início com o projeto de criação da chamada “supertele” em 2008, que previa a transformação da empresa em uma operadora global por meio de fusões com a Brasil Telecom e a Portugal Telecom.
- Insustentabilidade do caixa: A incapacidade de comercializar seus últimos principais ativos desde o ano passado impactou diretamente o fluxo de caixa da companhia.
- Indicadores econômicos: O patrimônio líquido negativo do grupo Oi supera R$ 22,6 bilhões, segundo dados encaminhados ao Poder Judiciário. A dívida acumulada é estimada em mais de R$ 44 bilhões, somando mais de 164 mil credores cadastrados.














