O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), cumpriu um mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira em um bingo clandestino localizado na Rua Conde de Bonfim, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio.
A ação visa sufocar a estrutura financeira da organização criminosa conhecida como a nova cúpula do jogo do bicho. De acordo com as investigações do MP, o grupo é liderado pelos contraventores:
- Rogério Costa de Andrade e Silva (Rogério de Andrade)
- Vinicius Pereira Drumond
- Adilson Oliveira Coutinho Filho (o Adilsinho)
O objetivo principal da operação de hoje é recolher novas provas, aprofundar o mapeamento do esquema ilícito e identificar outros integrantes do escalão criminoso.
Origem das Investigações: A Operação Fissão
A teia investigativa sobre a nova cúpula da contravenção ganhou força a partir da análise de dados extraídos de celulares apreendidos na Operação Fissão, deflagrada em outubro de 2024.
As mensagens e arquivos encontrados nos aparelhos expuseram a atuação direta e integrada entre Rogério de Andrade, Vinicius Drumond e Adilsinho na chefia da organização. A partir daí, relatórios de inteligência do MPRJ mapearam uma verdadeira rede de bingos clandestinos operada pelo trio.
Histórico Recente: Esta não é a primeira investida contra o grupo. Em etapa anterior da investigação, agentes estouraram um imóvel na Rua Maxwell, em Vila Isabel, onde foram apreendidas 48 máquinas caça-níqueis e diversos materiais de exploração de jogos de azar.
Força-Tarefa Integrada
A medida cautelar cumprida nesta quinta-feira foi autorizada pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa e contou com uma grande mobilização de forças de segurança:
- MPRJ: Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e GAECO.
- Polícia Civil: Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), por meio da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), e o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
- Polícia Militar: Núcleo de Apoio às Operações Especiais (NAOE), vinculado ao Comando de Operações Especiais (COE).
Todo o material recolhido no endereço da Tijuca passará por perícia técnica e análise dos investigadores para dar sequência aos desdobramentos das ações penais contra o grupo.














