Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que o policial militar sai do elevador com a esposa desacordada. Ele foi preso por suspeita de feminicídio após médicos constatarem múltiplos sinais de agressão.
Imagens de circuitos de segurança obtidas pelas autoridades mostram o sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, carregando a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, nos ombros. Nas gravações, o homem sai do elevador do prédio onde moravam, coloca a vítima desacordada dentro de um veículo e arranca com o carro ainda com a porta aberta para levá-la ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte.
Ao dar entrada na unidade de saúde na noite de segunda-feira (20), os médicos constataram que Michele já estava sem vida há horas. O quadro da vítima contradisse imediatamente a versão inicial do companheiro, resultando na prisão em flagrante do suspeito.
Lesões graves contradizem versão de acidente
No hospital, o sargento alegou que as marcas e a inconsciência da esposa eram decorrentes de uma queda da escada ocorrida no dia anterior. Contudo, a equipe médica identificou uma “pluralidade de lesões” graves e incompatíveis com a narrativa:
- Traumatismo craniano
- Lesão contundente na face
- Ferimentos nas pernas e marcas compatíveis com chicotadas
Diante dos fortes indícios de violência doméstica e homicídio, a Polícia Militar efetuou a prisão do suspeito dentro da própria unidade hospitalar.
Tentativa de ocultar drogas na lixeira do hospital
A situação do investigado se complicou ainda mais quando um oficial da corporação o surpreendeu tentando descartar um recipiente metálico na lixeira do banheiro do hospital. Dentro da caixa foram encontrados 18 comprimidos de ecstasy.
O suspeito admitiu o consumo da substância e alegou que o casal participava de uma confraternização. Ele também declarou em depoimento que as agressões seriam parte de uma relação consensual. O caso segue sendo investigado como feminicídio consumado pela Polícia Civil.














