A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) apresentou na segunda-feira (30) uma tela digital interativa de 86 polegadas que irá substituir quadros nas escolas estaduais do Espírito Santo.
De acordo com a Sedu, o contrato com a empresa responsável pelo software tem previsão inicial para implantação em 20 escolas no primeiro momento, mas em dois anos a a intenção é que a ferramenta seja instalada em 110 unidades.
O investimento será de R$ 290 milhões para a compra de duas mil telas digitais. O equipamento será instalado em unidades que compõem o programa “Escola do Futuro”, os nomes das unidades ainda serão divulgados.
De acordo com o secretário de Educação, Vitor de Angelo, o equipamento representa uma nova tendência em ensino presencial em todo o mundo.
É uma tendência, mundialmente falando, de as salas de aula se renovarem em termos de equipamentos e a tela já é presente. Partindo da premissa que nossos profissionais já trabalham nessa perspectiva, vamos oferecer a eles mais uma ferramentaVitor de Angelo, secretário de Educação
Botão do pânico
As novas telas contarão com reconhecimento facial e análise comportamental, revelando o estado emocional e o nível de interesse do aluno sobre o conteúdo apresentado.
Além disso, as telas serão equipadas com o botões do pânico ligados direto ao Ciodes, que poderão ser acionados caso haja uma invasão ou qualquer outro tipo de ameaça nos colégios.
O governador Renato Casagrande (PSB), as telas são um investimento no meio educacional e de segurança.
“Temos aqui um trabalho voltado para a área educacional e um trabalho voltado para nosso programa de segurança nas escolas, porque a tela permite um acompanhamento pelo Ciodes do que acontece quando o botão do pânico é acionado, daquilo que acontece dentro da sala de aula”, afirmou.
Murilo Stein, professor de Geografia e coordenador de inovação em uma escola de Cobilândia, em Vila Velha, afirma que a ferramenta pode transformar o dia a dia em unidades escolares.
Ele explica que professores devem primeiro aprender a utilizar as telas, que poderão alavancar a sala de aula.
“Assim como toda ferramenta, ela precisa ser aprendida para que o potencial dela seja explorado. Assim que o professor conseguir desenvolver essa habilidade, acredito que tem um potencial muito grande para alavancar a sala de aula”, disse.
Fonte: Folha Vitória














