O crime ocorreu por volta das 3h da manhã desta segunda-feira. A vítima, Dayse Barbosa Mattos, foi a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Vitória, sendo uma referência no combate à violência de gênero — causa pela qual, tragicamente, acabou perdendo a vida.
🔍 Dinâmica do Crime e Investigação
As informações colhidas pelo delegado-chefe do DEHPP, Fabricio Dutra, e pelo prefeito Lorenzo Pazolini, apontam para uma ação calculada:
- Premeditação: O agressor, Diego Oliveira de Souza (lotado na PRF de Campos dos Goytacazes), teria utilizado uma escada para transpor o muro da residência e arrombar a porta do quarto.
- Execução: Dayse foi atingida por cinco disparos na cabeça. O pai da vítima tentou socorrê-la, mas foi confrontado pelo agressor armado. Diego tirou a própria vida na cozinha logo em seguida.
- Materiais Apreendidos: Na bolsa do policial foram encontrados itens como canivete, faca, alicate, isqueiro e álcool, reforçando a tese de um plano para invadir e possivelmente incendiar o local.
💔 Motivação: O Ciclo da Violência
A principal linha de investigação é o feminicídio. Diego não aceitava o fim do relacionamento, decidido recentemente por Dayse. Relatos indicam que o policial já demonstrava comportamento persecutório e possessivo, tendo arrombado a porta da casa da comandante em episódios anteriores.
🏛️ Reações e Homenagens
A morte de Dayse Barbosa gerou uma onda de pesar em diversas instituições:
| Instituição | Posicionamento |
| Prefeitura de Vitória | Decretou luto oficial de três dias. O prefeito Pazolini destacou que o crime é “cruel e covarde” e que a cidade não se curvará a agressores. |
| Guarda Municipal | Em nota emocionante, a corporação declarou luto e ressaltou o legado de força e compromisso de sua comandante. |
| PRF | Emitiu nota de pesar pelo falecimento de Diego, destacando sua trajetória na instituição desde 2020. |
🕊️ O Legado de Dayse
Dayse Barbosa deixa uma filha de apenas sete anos. Além de sua atuação técnica exemplar, ela era uma voz ativa na proteção de mulheres e crianças. Sua partida precoce reforça a urgência de debates sobre a segurança e o suporte psicológico de agentes de segurança pública e o combate implacável ao feminicídio.













