Caminhoneiros de diferentes setores defenderam, nesta terça-feira (18), uma paralisação nacional da categoria diante do aumento no preço do diesel em todo o país nas últimas semanas. A mobilização pode ocorrer ainda nos próximos dias.
A articulação envolve motoristas autônomos e empresas transportadoras, que também vêm sendo impactadas pelos altos custos do combustível.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística informou que aguarda o resultado de uma reunião coletiva da categoria, marcada para esta quarta-feira (19), em Santos, antes de definir seu posicionamento oficial.
Entre os principais defensores da paralisação estão a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos. O movimento tem ganhado força após a disparada no preço do diesel.
Segundo levantamento da ValeCard, o diesel S-10 acumula alta de 18,86% desde o fim de fevereiro. Já o diesel comum subiu mais de 22%, enquanto gasolina e etanol também registraram aumentos.
O cenário ocorre em meio a impactos no mercado global de petróleo após a recente tensão internacional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Representantes da categoria afirmam que o custo elevado tem inviabilizado a atividade. “É uma luta pela sobrevivência”, declarou Wallace Landim.
Apesar da mobilização crescente, ainda não há confirmação oficial da greve nem definição de data. O governo federal monitora a situação e já anunciou medidas para tentar conter a alta dos combustíveis, incluindo ações de fiscalização conduzidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
A possível paralisação reacende o alerta para impactos na economia, lembrando a greve de 2018, que provocou desabastecimento em diversas regiões do país.













