A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), está finalizando as investigações sobre um crime brutal ocorrido no último dia 12 dentro da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé.
Em entrevista à Rádio Muriaé, o delegado responsável pelo caso, Dr. Tayrony Espíndola, detalhou a dinâmica dos fatos e a motivação por trás do assassinato. Segundo o delegado, a equipe foi mobilizada imediatamente após o ocorrido para realizar os trabalhos de praxe e colher as primeiras impressões no local, onde se depararam com um cenário de extrema violência que surpreendeu até mesmo os outros detentos da cela.
O crime teria sido desencadeado por uma desavença pontual entre os dois. Dr. Tayrony explicou que, embora o autor e a vítima mantivessem uma relação aparentemente amistosa, o agressor possuía um histórico criminal violento, incluindo homicídios consumados e tentados. A vítima teria subestimado esse histórico, o que resultou em uma luta corporal dentro da cela. Durante o confronto, o autor conseguiu imobilizar o outro detento e utilizou uma corda artesanal para asfixiá-lo.
“O autor conseguiu então imobilizar a vítima, num primeiro momento ele asfixiou com uma corda artesanal improvisada e depois dele já estar sem vida, ele então mutilou, cortando ali as mãos e pés e fez isso para poder transmitir um recado claro”, afirmou o Dr. Tayrony Espíndola.
O agressor alegou que se sentia discriminado e perseguido, utilizando o crime como uma forma de “dar um basta” nessa situação.
Além da motivação e do método, a investigação apontou que o executor não agiu sozinho.
“Dentro da análise que nós fizemos aqui, isso não foi obra de apenas um detento, ele necessariamente contou com a ajuda de um segundo detento para praticar o crime”, destacou o delegado.
A expectativa é que o inquérito seja concluído e enviado à Justiça ainda esta semana, garantindo a responsabilização de todos os envolvidos no episódio.
Fonte: Rádio Muriaé














