A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no dia 22 de dezembro de 2025, o registro do medicamento Leqembi (lecanemabe). A decisão é considerada um divisor de águas para a medicina brasileira, pois introduz a primeira terapia capaz de retardar a progressão da destruição cerebral causada pelo Alzheimer, em vez de apenas tratar consequências comportamentais.
O que é e como funciona o Leqembi?
O fármaco é composto por um anticorpo monoclonal projetado especificamente para combater as raízes biológicas da doença:
Ação Direta: O anticorpo aciona o sistema imunológico para realizar a “limpeza” da proteína beta-amiloide, uma substância pegajosa que se acumula e forma placas no cérebro de pacientes com Alzheimer.
Aplicação: O tratamento é administrado via infusão intravenosa.
Público-alvo: É indicado estritamente para pacientes em estágios iniciais da doença ou com comprometimento cognitivo leve.
Cenário do Alzheimer no Brasil
A aprovação traz esperança para uma parcela significativa da população:
Prevalência: Segundo o Ministério da Saúde, mais de 1 milhão de brasileiros convivem com alguma forma de demência neurodegenerativa.
Impacto: O Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, e a introdução de tratamentos modificadores da doença é uma demanda antiga da comunidade médica e de familiares.
Importante: Por se tratar de um medicamento complexo, o uso do Leqembi exige diagnóstico preciso por meio de exames que comprovem a presença de amiloide no cérebro e monitoramento médico constante para avaliar possíveis efeitos colaterais.
A aprovação da Anvisa permite a comercialização no Brasil, mas o medicamento ainda deve passar pela definição de preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
Informações: G1














