Claudio Caiado é Deputado Estadual (PSD) e membro efetivo da Comissão de Agricultura Pecuária e Políticas Rural Agraria e Pesqueira da ALERJ
O aroma do café recém-passado faz parte do nosso cotidiano, mas a força da indústria cafeeira vai muito além da xícara. No estado do Rio de Janeiro, o noroeste fluminense desponta como um território com potencial promissor, e é por isso que apresentei o Projeto de Lei nº 1043/2023, que “Cria o Pólo Cafeeiro do Noroeste Fluminense”.
Essa iniciativa vai muito além de um nome bonito. Trata-se de construir um ambiente estruturado e estratégico que fortalece a cadeia produtiva local da lavoura à xícara, gera empregos em municípios como Porciúncula, Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana e estimula a agroindustrialização, a inovação e a agregação de valor regional.
A criação do Pólo Cafeeiro significa dar condições para que pequenos e médios produtores possam acessar melhores tecnologias, capacitação técnica, linhas de crédito específicas e canais de comercialização diferenciados, tudo isso sem abandonar suas raízes ou sua identidade com o campo.
Importante lembrar: o Rio de Janeiro já conta com mais de 1,4 mil propriedades produtoras de café no Noroeste, gerando mais de 3,5 mil empregos diretos. Mesmo com esse potencial, muitos desses cafés acabam saindo em direção ao Espírito Santo por questões fiscais, e o estado deixa de arrecadar e de promover o beneficiamento local.
Com a implementação do Pólo Cafeeiro, queremos transformar essa realidade: que o café produzido aqui seja beneficiado aqui; que o valor acrescentado fique aqui; que o impacto social e econômico reverbere nos municípios que formam o coração rural do nosso estado.
Além disso, esse projeto se alinha à crescente demanda por cafés especiais, sustentáveis e de origem definida. Com iniciativas como concursos, certificações e incentivos à produção orgânica ou de terroir, podemos posicionar o Noroeste Fluminense no mapa dos cafés de alta qualidade, gerando prestígio, turismo rural e recuperação de áreas degradadas.
Por fim, transformando o café em motor de desenvolvimento, estamos reforçando laços entre campo e cidade, criando oportunidades e reafirmando a importância do setor agropecuário para toda a população fluminense, seja quem trabalha diretamente com o grão, seja quem saboreia o cappuccino na buzina da manhã.
A criação do Pólo Cafeeiro do Noroeste Fluminense não é apenas uma proposta legislativa. É um passo concreto rumo a um futuro mais justo, próspero e saboroso para o interior do nosso estado.